segunda-feira, 30 de maio de 2022

Reserva de emergência, o que é e porque ter!

Fonte: Arquivo By Tony Macêdo 

 


Considerado o primeiro passo para uma vida financeira equilibrada e sem sobressaltos, é ter e investir uma reserva de emergência! E o quanto antes, melhor. Mas como começar? Com quanto? E onde aplicar esse dinheiro guardado? Calma, sei que são muitos questionamentos, mas é pra isso que o blog nasceu! Sanar essas duvidas e te auxiliar na trilha da liberdade financeira. Vamos lá.

 

O que é reserva de emergência e para que serve:

 

A reserva de emergência é uma economia realizada ao longo do tempo que seja capaz de bancar suas despesas mensais por um determinado período, que deve ser acionada quando a pessoa sofre uma queda repentina de renda ou tem custos elevados também de maneira inesperada.

Formar uma reserva de emergência é o primeiro passo para ter uma vida financeira equilibrada e para manter a saúde mental em dia. Esse “colchão” fornece tranquilidade psicológica para as pessoas, pois funciona como uma espécie de seguro para casos como uma demissão inesperada, o surgimento de uma doença na família ou outra situação imprevista.

 

Quem deve ter reserva de emergência:

 

Todas as pessoas devem ter uma reserva, pois, ao mesmo tempo que fornece um colchão de proteção, impedindo que as pessoas entrem em dívidas, este recurso também permite que a parte dos investimentos voltados para objetivos como aposentadoria seja alocado em produtos de longo prazo, tendo um retorno maior. Isso vale para todos os tipos de investidores, desde os iniciantes e conservadores até os experientes e agressivos.

 

Qual é o valor ideal:

 

            O recomendado é ter no mínimo, seis meses de seus gastos mensais. Ou seja, se o seu custo de vida por mês é de 2 mil reais, o recomendado é ter seis vezes esse valor, no caso, 12 mil reais!

            Para a sua reserva de emergência o valor de 6 a 12 vezes dos seus gastos mensais é o essencial. Retomando o exemplo anterior em que o valor mínimo da reserva seria de 12 mil reais, o máximo seria de 24 mil, assim, o seu possuidor estaria seguro por até um ano, em caso de desemprego por exemplo!

            Agora você pode estar se perguntando! Porque ter entre 6 e 12 vezes dos meus gastos e não menos ou mais? A resposta é simples, vamos lá.

            O intuito da sua reserva é exatamente para o que o nome da mesma já diz, emergência! Vamos tomar como exemplo que você ficou desempregado, recebeu seu seguro e ainda não se realocou no mercado. É aí que a sua reserva entra, para sanar a falta de renda por desemprego. Dessa forma se consegue manter as contas sem gerar dividas exorbitantes como empréstimos!

            Até aqui tranquilo? Então vamos a explicação do porque ter entre 6 e 12 vezes dos seus gastos mensais. Como ficou claro a sua reserva será utilizada em emergências e é aí que o período entra! Como esse dinheiro tem que ficar a disposição para ser sacado a qualquer momento não poderá ser investido em ativos de maior rentabilidade, até porque, a intenção não é ganhar rendimentos, mas está seguro quanto a imprevistos. Um valor superior a 12 vezes dos seus gastos seria desperdício de rendimentos e menos que 6 é considerado pouco, então reserve o valor necessário e após reserva feita comece a investir em ativos mais rentáveis.

 

Como criar uma reserva:

 

É muito difícil conseguir acumular uma reserva de emergência sem antes avaliar a própria vida financeira. Organize seu orçamento identificando gargalos financeiros e excessos, assim você libera espaço para começar a poupar. Estabeleça um valor mensal para guardar e destine-o para a sua reserva de emergência o mais cedo que conseguir! Não espere “sobrar dinheiro” para poupar e investir, sob o risco de nunca sobrar nada para isso. Da mesma forma que se consegue parcelar aquele celular caro ou aquela super TV, estabeleça um valor mensal para a sua segurança e conforto financeiro.

Olha a dica em! automatize essas economias, estabeleça transferências agendadas mensalmente. Isso vai ajudá-lo a não contar com esses valores para bancar as despesas cotidianas da casa ou da família. Lembre-se, ainda mais importante do que o valor poupado é a consistência dessa economia. Não pare de guardar dinheiro para a reserva de emergência até que ela tenha atingido o valor que você estabeleceu como sendo o ideal.

 

Onde investir a reserva de emergência:

 

E aí! Onde deixar a sua reserva? Faz sentido manter a reserva de emergência aplicada em ações? Ou em fundos imobiliários? Ou em títulos públicos do Tesouro Direto atrelados à inflação? Perguntas difíceis! Calma que já vou responde-las. Vem comigo!

Aqui devemos nos atentar a duas principais características que devem existir nos investimentos aos quais destina sua reserva de emergência: alta liquidez e baixo risco.

É importante lembrar que a reserva de emergência tem que ser composta de investimentos que possam ser resgatados no mesmo dia ou, no máximo, no dia seguinte. Esse nível de facilidade para resgatar um investimento ou transformá-lo em dinheiro vivo, é o que chamamos de liquidez. Por isso dizemos que a reserva de emergência precisa ser aplicada em produtos financeiros de liquidez elevada, ou seja, fácil acesso ao seu suado dinheiro!

Essa característica está presente principalmente nos investimentos de baixo risco, o que também é um elemento importante nesse caso. Como esses recursos podem ser demandados a qualquer momento, não há tempo para esperar e resgatá-los. É preciso que estejam disponíveis em aplicações seguras e livres de grande volatilidade.

É claro que a alta liquidez e o baixo risco têm um preço. Investimentos com essas características possuem baixa rentabilidade, que costuma ser menor do que a de produtos mais sofisticados. O ideal é encontrar alternativas que ofereçam um retorno suficiente para, pelo menos, repor a inflação. Como mencionado anteriormente a reserva não é um investimento em que visamos o ganho de rendimentos. Mas nem por isso precisamos deixa-lo parado na poupança perdendo para a inflação não é mesmo!

Os produtos que normalmente são os mais indicados para a reserva de emergência são títulos públicos do Tesouro Nacional que oferecem como remuneração a taxa básica de juros (Selic), conhecidos como Tesouro Selic, CDBs (certificados de depósito bancário) que paguem no mínimo 100% do CDI, há e que sejam assegurados pelo Fundo Garantidor de Credito (FGC), isso é muito importante!

A escolha entre as opções mais indicadas precisa considerar as características de cada produto específico, com destaque para os custos. Como são alternativas de baixo risco e rentabilidade relativamente menor, custos operacionais elevados são um problema, já que podem abocanhar uma parcela considerável do retorno.

Para investir nos títulos Tesouro Selic, por exemplo, vale a pena buscar corretoras que não cobrem taxa de administração para intermediar os negócios. No caso dos CDBs de baixo risco, a remuneração normalmente é expressa como um percentual do CDI – como 100% ou 120% do CDI, por exemplo. É importante buscar taxas elevadas, mas atentar para o risco e a liquidez. Em geral, as remunerações mais generosas são oferecidas por instituições com maior risco de crédito ou em papéis que precisam ser mantidos por um prazo maior pelo investidor, não podendo ser resgatados a qualquer momento.

 

Quando usar a reserva de emergência:

 

O nome já diz, mas não custa lembrar! a reserva de emergência só deve ser usada em urgências e situações inesperadas. Vale a pena pensar nela como uma espécie de seguro, em que o principal objetivo é ter, mas não precisar usar.

Faz sentido recorrer a ela nos momentos em que há um aumento repentino das despesas com saúde, educação ou dívidas imprevistas, por exemplo, uma redução brusca das receitas, causada por situações como o desemprego. Ela não serve para bancar gastos não essenciais, como o pagamento do cartão de crédito usado para consumo supérfluo ou férias e viagens. E lembre-se, depois de usada em uma situação de imprevisto, a reserva de emergência deve ser recomposta o mais rápido possível.

E aí, gostou do conteúdo? Espero que venha a servir. E agora que você sabe o que é, para que e até onde deixar sua reserva, não fica aí parado, se não tem a sua ainda feita comece a se organizar para ter!

Grande abraço, nos vemos no próximo artigo!

 

 

 

By Tony Macêdo

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